Jovens Escritoras Portuguesas
Mayo 2010
<Mostramos en primer lugar la versión original del trabajo, la traducida puede encontrarse al final>.
Ao longo da minha vida aprendi a apreciar a literatura. Sem sucesso procurei, nos últimos anos, concretizar um projeto de revista literária e cultural, em formato impresso. Deste modo, resta-me a interessante alternativa da crónica literária. Assim nasce, portanto, a presente iniciativa que pretende manter a relevância e qualidade pretendida, no que diz respeito à divulgação da literatura de Portugal.
Sucinto, fluido e aberto a todos os que estejam interessados na literatura de qualidade, este espaço é, portanto, de todos nós.
Tal como o próprio título indica, este é o local para discorrer sobre jovens escritoras portuguesas. Portanto, de forma automática, isso significa que aqui estarão presentes as obras e as autoras de que realmente gosto, após efetivo conhecimento, por intermédio da leitura, de algumas das suas obras.
Infelizmente, para muitos a palavra “ler” acarreta uma ideia de algo “maçador”. Porém, é nossa função, enquanto promotores da cultura, demonstrar o contrário. Daí a lista de títulos abaixo ser uma referência lógica para autores de qualidade e obras que despertam o interesse pela leitura.
Centenas, se não mesmo milhares, de obras já nos passaram pelas mãos, tendo lido a sua grande maioria. Até hoje ainda não houve um só título que não nos tivesse ensinado algo. E isso é outro dos grandes trunfos da literatura.
Bendita cultura e benditos momentos de ócio que nos permitem ter acesso a livros tão belos quanto aqueles referidos na presente crónica.
A cultura não é apenas motivo de divulgação intelectual. Da nossa parte, acreditamos que serve também para um intercâmbio entre pessoas do mundo inteiro. E foi com esse intuito que tomámos contacto com escritores de diversas nacionalidades, versando sobre temas diversos. Aqui iremos conhecer vários autores que permite uma maior amplitude no mundo das letras.
Se é verdade que, até por defeito profissional, apreciamos sobretudo os livros de cariz ensaístico, também não é menos real afirmar que, entretanto, após termos tido a oportunidade de contactar com tantos e tão bons autores, renasceu em nós um carinho especial pela boa ficção.
Conforme tem sido possível perceber, podemos viajar imenso, sem sair do lugar, apenas com a magia da literatura. Voemos alto, com os pés bem assentes na terra, pois então…
Desta feita, a nossa opção passar por três escritoras portuguesas, jovens e a criar o seu próprio currículo literário e, quem sabe, o seu próprio lugar ao Sol dentro de uma perspectiva de atividade no campo da escrita.
Em primeiro lugar, deslocamo-nos para o Oceano Atlântico, para visitamos a bela ilha de Angra do Heroísmo, onde conhecemos a autora Sónia Bettencourt Vieira, autora de “Pena e pluma” (2003, 31 pp.) que a coloca como um jovem valor português no campo literário. Com um estilo de escrita bastante moderno, Sónia Bettencourt não se coíbe de aventurar-se por vários estilos literários, como crónicas. Porém, é na poesia que mais se distingue, tendo, recentemente, tido a felicidade de publicar alguns dos seus trabalhos no Brasil, nomeadamente na editora independente Demónio Negro.
Um bom auspício para uma jovem nascida em 1977 que, de forma paralela, se vem destacando profissionalmente no campo do jornalismo. Publicou, igualmente, a obra “As três faces de Eva”, pela portuguesa Corpos Editora e vai paulatinamente criando o seu próprio espaço na literatura nacional. Poderá conhecer melhor o seu trabalho através do seguinte website: http://www.soniabettencourt.com/
Igualmente nascida no ano de 1977, oportunidade agora para conhecer a jovem Cláudia Sousa Mira que, a partir de Lisboa, nos apresenta três obras de cariz vincadamente literário, a saber: “Dançando à margem do infinito” (Carlos Monteiro Editores, 1999, 75 pp.), “Às 24 badaladas do sul ausente” (Ed. Minerva, 2006, 55 pp.) e “Na incógnita de ser quem sou” (Ed. Minerva, 1997, 53 pp.). Particularmente a obra “Dançando à margem do infinito”, em estilo poético, revela-nos a força de uma jovem escritora que, em 65 poemas, aborda ideias e vivências. Para além destes três importantes títulos, Cláudia publicou ainda “Laivos, simplesmente laivos – raiando a terra para além do mar” um livro que a própria autora define como «belo, provocador, irreverente, transfigurador, inquietante».
Natural da cidade de Setúbal, à beira-mar plantada, Cláudia – que, diga-se desde já, é licenciada em Psicologia – mostra-se uma profunda conhecedora dos sentimentos humanos, dominando as palavras como poucos e prometendo novos títulos de qualidade, aguardando pela sua merecida oportunidade de publicação no estrangeiro. Mais sobre a autora em: http://claudiamira.no.sapo.pt/
A mais jovem deste trio de escritoras portuguesas é Ana Macedo que, natural da cidade de Vila Nova de Gaia (1985), em “Sem pecados na culpa” (Gailivro, 2005, 212 pp.) demonstra toda a sua vitalidade literária. Da mesma editora é também a obra “Lágrimas coloridas” (2005), escrita ainda na adolescência e que se tornou o ponto de partida de uma carreira que, actualmente, vai caminhando a passos largos para um justo estatuto de romancista de qualidade. Para além do mais, a sua juventude permite-lhe uma maior proximidade com os jovens leitores.
Deste modo, Ana Macedo vem desenvolvendo importante divulgação da literatura, em escolas, demonstrando que compete a todos os escritores uma parte activa na promoção dos livros, do saber e da cultura. O espaço da autora na Internet encontra-se em: http://anamacedoescritora.blogs.sapo.pt/
Com alguma nostalgia à mistura, mas com a sensação de dever cumprido, chegamos ao fim desta crónica literária. Não apreciamos despedidas, até porque, também no campo das letras, os textos escritos podem ser lidos até ao infinito, desde que permaneça um registo do que escrevemos. Aos autores que destacámos, o nosso agradecimento e, naturalmente, fortes encómios pela qualidade da escrita, pela amabilidade na troca de contactos e votos de sucesso para o futuro.
É com todos eles que nós, leitores, iremos formar – segundo creio – uma “aliança” cultural, que promova a literatura e que dê espaço para novos escritores.
A lo largo de mi vida he aprendido a apreciar la literatura. En los últimos años he intentado sin éxito concretar un proyecto de revista literaria en formato impreso. Así, me queda la interesante alternativa de la crónica literaria. De esta forma nace la presente iniciativa que intenta mantener pertinencia y calidad en lo que respecta a la difusión de la literatura en Portugal.
Sucinto, fluido y abierto a todos los que estén interesados en la buena literatura, este espacio es de todos.
Como el título indica, este es un lugar para hablar de las jóvenes escritoras portuguesas. Por lo tanto, esto significa que aquí se presentarán obras y autoras que realmente me gustan, después de un conocimiento real, a través de la lectura, de alguna de sus obras.
Desafortunadamente, para muchos la palabra “leer” conlleva una idea de algo “aburrido”. Sin embargo nuestro papel como promotores de la cultura es demostrar lo contrario. De ahí que la lista de títulos posterior es una referencia lógica a autores de calidad y obras que despiertan el interés por la lectura.
He leído la gran mayoría de los cientos, si no miles, de obras que han pasado por mis manos. Hasta ahora no ha habido una sola que no me haya enseñado algo. Y esa es otra de las grandes ventajas de la literatura.
Bendita cultura y benditos momentos de ocio que nos permiten tener acceso a libros tan bellos como los referidos en esta crónica.
La cultura no es solo motivo de divulgación intelectual. Por mi parte creo que sirve también para un intercambio entre personas de todo el mundo. Con esa intención tomamos contacto con escritores de diversas nacionalidades, que abordan diferentes temas. Aquí conoceremos a autoras que nos permitirán dar amplitud al mundo de las letras.
Es cierto que, por defecto profesional, admiro las obras de ensayo, pero también lo es que, después de haber tenido la oportunidad de conocer a tantos grandes autores, ha revivido en mí un cariño especial por la ficción.
He percibido que podemos viajar mucho sin movernos del sitio solo con la magia de la literatura. Así pues, volemos alto, con los pies sobre la tierra…
En esta ocasión hemos querido hablar de tres escritoras portuguesas, jóvenes que están creando su propio curriculum literario y, quien sabe, su lugar bajo el sol en el campo de la escritura.
En primer lugar vamos al Océano Atlántico para visitar la hermosa isla de Angra do Heroísmo, donde encontramos a Sónia Bettencourt Vieira, autora de “Pena e pluma” (2003, 31 pp.) que la convirtió en un joven valor literario portugués. Con un estilo muy moderno, Sónia Betencourt no rehúye aventurarse en varios estilos literarios. Sin embargo es en la poesía donde más destaca, habiendo tenido la satisfacción de publicar algunos de sus trabajos en Brasil, dentro del sello independiente Demónio Negro.
Es una buena señal, para una joven nacida en 1977, estar destacando paralelamente en el campo del periodismo. Publicó también la obra “As três faces de Eva”, por la editorial portuguesa Corpos, creando su propio espacio en la literatura nacional. Puede conocerse mejor su trabajo a través de la siguiente website: http://www.soniabettencourt.com/
También nacida en 1977, tenemos la oportunidad de conocer a la joven Cláudia Sousa Mira que, desde Lisboa, nos presenta tres obras de marcada naturaleza literaria: “Dançando à margem do infinito” (Carlos Monteiro Editores, 1999, 75 pp.), “Às 24 badaladas do sul ausente” (Ed. Minerva, 2006, 55 pp.) e “Na incógnita de ser quem sou” (Ed. Minerva, 1997, 53 pp.). En particular la primera, de estilo poético, nos muestra la fuerza de una joven escritora que, en 65 poemas, aborda reflexiones y experiencias. Además de esos tres títulos, Cláudia también ha publicado “Laivos, simplesmente laivos – raiando a terra para além do mar”, un libro que la propia autora define como “bello, provocador, irreverente, transfigurador, inquietante”.
Natural de la ciudad de Setúbal, plantada junto al mar, Cláudia –que es licenciada en psicología- nuestra un profundo conocimiento de las emociones humanas, domina las palabras como pocos y promete nuevos títulos de calidad mientras espera su merecida oportunidad de publicar en el extranjero. Más información sobre la autora en http://claudiamira.no.sapo.pt/
La más joven de este trío de escritoras portuguesas es Ana Macedo que, natural de Vila Nova de Gaia (1985), en “Sem pecados na culpa” (Gailivro, 2005, 212 pp.) demuestra toda su vitalidad literaria. De la misma editorial es la obra “Lágrimas coloridas” (2005), escrita cuando aún era adolescente se convirtió en punto de partida de una carrera que, actualmente, va caminando a pasos agigantados hacia un justo estatus de novelista de calidad. Además, su juventud le permite una mayor cercanía a los lectores jóvenes.
Ana Macedo ha desarrollado una importante divulgación de la literatura en la escuela, demostrando que todos los escritores deben tener una parte activa en la promoción de los libros, el saber y la cultura. Hallamos a la autora en Internet en http://anamacedoescritora.blogs.sapo.pt/
Con un poco de pena, pero con la sensación del deber cumplido, llegamos la final de esta crónica literaria. No nos gustan las despedidas, además los textos pueden ser leídos hasta el infinito siempre que permanezca un registro de lo que escribimos. Para las autoras que hemos destacado nuestro agradecimiento por haberlas encontrado, naturalmente nuestra mayor alabanza por la calidad de su escritura, y deseos del mayor éxito en el futuro.
Con todas ellas nosotros, los lectores, formaremos –según creo- una “alianza” cultural que promueva la literatura y dé espacio a nuevos escritores.

Comentarios
¿Quieres decirnos algo?